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domingo, 5 de dezembro de 2010

ESCLEROSE MÚLTIPLA

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS
A Esclerose Múltipla afecta mais de um milhão de pessoas em todo o mundo. Os estudos epidemiológicos apontam para a existência de 450.000 pessoas com Esclerose Múltipla só na Europa, sendo a incidência maior nos países nórdicos. Estima-se que o número de doentes em Portugal seja da ordem dos 5000.

O QUE É A ESCLEROSE MÚLTIPLA?
A Esclerose Múltipla é uma doença inflamatória crónica na qual o sistema imunitário "ataca" a bainha de mielina que envolve os axónios. Os axónios são as partes dos neurónios responsáveis pela condução do impulso nervoso. Assim, esta doença vai interferir com a capacidade do sistema nervoso controlar funções como a visão, a locomoção, e o equilíbrio, entre outras.


SINTOMAS
Se existirem lesões no Sistema Nervoso Central, seja por doença ou traumatismo, a localização da lesão determina a natureza dos sintomas resultantes. Os sintomas aparecem devido à interrupção da condução dos impulsos nervosos entre o Sistema Nervoso Central e o resto do corpo.

Se as lesões acontecerem no cérebro podem provocar: 
  •  Visão dupla;
  • Falta de força e de sensibilidade nos membros; 
  • Falta de controlo dos movimentos finos das mãos;
  • Desequilíbrio;
  • Alterações na memória;
  • Fadiga. 

Se as lesões ocorrerem ao nível da espinal-medula podem provocar:
  • Entropecimento e fraqueza dos membros;
  • Perturbações da bexiga:
  • Espasticidade;
  • Rigidez e sensação de membros pesados, dormência dores, comichão
  • Dificuldades de locomoção.

Para além das consequências e limitações a nível físico, inerentes à doença, são também muitas as psicológicas, para o doente e consequentemente, para o cuidador, depressões e ansiedade são as mais frequentes. O grau de dependência que a Esclerose Múltipla desencadeia, assim como as mudanças comportamentais da doença, são factores que esgotam bastante os familiares e cuidadores do doente de Esclerose Múltipla, levando muitas vezes a situações de solidão absoluta.
 
TRATAMENTO
O tratamento adequado para a Esclerose Múltipla começa por manter um bom estado de saúde geral, prosseguir uma vida activa, uma alimentação equilibrada, repouso suficiente, de modo a sentir-se bem, mantendo a forma física e psíquica.

É também fundamental um programa de exercícios e ginástica muscular, na medida em que, ajuda os doentes a recuperarem dos surtos e a diminuir a tensão muscular. Exercícios de treino do equilíbrio, podem ajudar os doentes a tornarem-se mais auto-confiantes.
 
Os medicamentos são também imprescindíveis, nomeadamente os relaxantes musculares, pois permitem reduzir a tensão dos músculos e melhorar os movimentos. Nos últimos anos utilizam-se diversos fármacos que actuam no sistema imunitário, chamados imunomoduladores, como os Interferões-beta e o acetato de glatiramero, entre outros, que ajudam a modificar a alteração da doença.

Dadas as alterações a nível psicológico que a doença pode causar, é de considerar a psicoterapia individual e de grupo, assim como o aconselhamento, ajudam bastante o indivíduo e família a enfrentar os problemas e as limitações causadas pela doença.

LINKS ÚTEIS
Fonte: Associação Nacional de Esclerose Múltipla 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

FAÇAM A VOSSA PARTE PARA AUXILIAR UM IDOSO DEPENDENTE E UM FAMILIAR CUIDADOR.

Muitos são os apelos feitos aos familiares cuidadores para que façam a sua parte no cuidado com os idosos.
Hoje refazemos este apelo, porém iremos ampliá-lo a todos: FAÇAM A VOSSA PARTE PARA AUXILIAR UM IDOSO DEPENDENTE E UM FAMILIAR CUIDADOR.



Vamos ser solidários, não custa nada!
Imagine-se no lugar daquele cuidador, sozinho, responsável por um idoso dia e noite, de segunda a segunda, cansado, sem tempo para sua vida pessoal. A ajuda de alguém não seria muito importante para ele?
E se você fosse um idoso e se percebesse como um peso para uma família que não quer ou não tem tempo para cuidar de si? O que sentiria?

E o que é possível fazer?
Lembre-se sempre que, ao ajudar um idoso, está também a ajudar um cuidador sobrecarregado.
Primeiro tente perguntar ao cuidador o que seria útil para ele. Você pode ajudar numa série de cuidados como na realização de cuidados de higiene; ficar algum tempo com o idoso para que o familiar possa sair de casa; auxiliar nas tarefas de casa (para que o familiar possa ficar mais disponível para o idoso); auxiliar na realização de tarefas burocráticas fora do domicílio (como, por exemplo, realizar pagamentos, marcar consultas, buscar resultados de exames); acompanhar o cuidador e o idoso a consultas (principalmente quando este tem dificuldades de locomoção); ser um ombro amigo (e um ouvido amigo), entre muitas outras tarefas.

Pense nisto... Juntos somos mais.